A rocha, a pedra, a areia, o seixo
O braço, o ombro, o rosto, o queixo
Um buraco pra cavar
e uma concha pra guardar
O mundo inteiro é um vasto lugar
O mel, a abelha, o favo, o zumbido
O sabugo, a espiga, o milho cozido!
O tomate, a erva de cheiro
O mundo inteiro é um canteiro
O tronco, o toco, o ramo, o carvalho
Trepar no alto, ficar sobre o galho
Ver a manhã passar neste abrigo
O mundo inteiro é novo e antigo
A rua, a via, a travessa, o caminho
O navio, a jangada, a vela, o barquinho
O ninho, a ave, a nuvem cinzenta
O mundo inteiro sopra e venta
Corre, tropeça, escorrega, olha a lama!
Vira o balde, derruba, esparrama
A sorte volta em outro momento
O mundo inteiro segue em movimento
A mesa, o prato, a faca, o saleiro
A barriga faminta, o jantar vem ligeiro
o pão, a farinha, o caldeirão fervente
O mundo inteiro é frio e quente
O sol se pondo, a sombra repentina
O fim do dia, o grilo, a cortina
Um fogo leva o frio embora
O mundo inteiro descansa uma hora
Os avós, os pais, os parentes, os primos
O piano, a harpa e o violino
De colo em colo segue o bebê
O mundo inteiro somos eu e você
Tudo o que se escuta, sente e vê
O mundo inteiro é tudo isso
Tudo isso somos eu e você
A paz, a esperança e o amor verdadeiro
Nós somos o mundo inteiro!
Livro: O mundo inteiro
Liz Garton Scanlon e Marla Frazee
Editora: Paz e Terra