quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Recompensa

O sofrimento vêm
As lágrimas não se escondem
E fico sem entender
Se é algo que fiz
Que não valeu a pena.

E não há como saber.
Se tudo pudesse ter sido diferente
Não há como voltar
E saber se seria contente.

É difícil apontar os próprios erros
Pois cometemos sem saber
E só vemos as consequências depois.

O sofrimento vêm
As lágrimas não se escondem
Mas uma coisa eu sei
Que o sofrimento vêm
Porque na frente haverá uma recompensa.







Quando o sonho se acaba

Quando o sonho se acaba
O chão se abre
Coração se parte
Falta esperança
O vento balança
E a tudo destrói
De esperar se cansa
Nada se alcança
A solidão aparece
Falta alegria
O brilho da magia
Não existe mais
A luz se apaga
A mágoa se afaga
O mundo desaparece
Nada nos aquece
Há falta de amor
Para nos completar
Estamos pela metade
Faltando um pedaço
Sentindo falta de um abraço
Um mundo mais justo
Pois a vida é curta
E não há tempo para viver
O sonho que se deseja
Uma vida que se festeja.

Flor no asfalto

Primavera a chegar
No alto de uma árvore
Uma flor a nascer.

A cada dia se abre
Uma pétala de seu ser.

Com cores que contagiam
Levam alegria
As manhãs tranquilas.

A flor se move
E com um vento forte
Ela cai.

Sobre o asfalto está
Com carros a passar.

As pétalas se quebram
Se desfazem.
Cada uma vai para um lugar.

Voam ao vento
Voam para longe.

A flor está lá
Caída ao vento
Sem ninguém perceber
Sem ninguém a notar.


Morrer sem lutar

Mundo de injustiça
O sonho nos enfeitiça
Fica a nos iludir.

Com a alma perdida
A fraquejar em pensar
Uma loucura a fazer.

Falta coragem
Pra fazer a eterna viagem
Sem ter mais que sofrer.

O medo nos envolve
A dor nos comove
O chão se abre
E caímos enfim.

Caio e tropeço
Fico a chorar
Mais de nada irá adiantar.

E se a viver
E se a te amar
Um dia assim morrer
Sem vencer, sem lutar.

Janela Escondida

Chuva que chega
Chuva que passa
Sem me ver
Sem me notar.

Fico na janela
a te olhar
Você não me vê
Não vai me encontrar.

Sigo por caminhos
Onde a chuva já passou
Onde o sonho se cansou
De tanto esperar.

Estou escondida
Dentro da mente
Não há como alguém me achar.

Olho novamente a chuva passar
Da janela do meu caminhar
A chuva demora
Mais vai se embora.

E deixa um vazio
Um coração ferido
Posto a bater
Sem querer viver
E a se lamentar.

Cadê

Cadê a alegria
Daquele tempo que foi bom?
De um tempo em que existia
Vontade de viver.

Cadê aquele amor
Que existia
Naquele tempo
Onde não havia dor?

Cadê o sorriso
Que a gente dava
Naquele tempo
Em que se sabia amar?

Cadê seu abraço
Que me aquecia
Me fazia sonhar
Dormir e te abraçar?

Cadê suas histórias
De um tempo
Em que se podia imaginar
E nas nuvens viajar?

Cadê você
Que me fez sentir
O que é amor
O que é carinho
E me guiou pelo caminho?

Sem resposta

Cadê um abraço que tanto preciso?
Cadê um lugar onde me sinta no paraíso?
Cadê a alegria ao ver um lindo sorriso?

Cadê uma companhia
Que me mostre a luz do dia?
O amor renascer
Ao entardecer.

Cadê a vida feliz
Que eu sempre quis?